Pessoal
Estamos de saída de St Maarten. Nosso tempo de Caribe está chegando ao fim. As últimas compras já foram feitas. Agora é sair do Lagoon e esperar a chegada de algum vento para seguir para Açores.
Faremos a viagem junto com o Bravo Uno, o veleiro do Paco e da Silva. Vamos na rota direta, dependendo do vento.
Quem quiser acompanhar nossa rota pode pegar no link a esquerda "Onde Estamos ?"
Que o Eolo seja generoso, mas não muito e que Netuno fique dormindo enquanto atravessamos.
Até a próxima
Os sonhos são feitos do mesmo material que os loucos, a vontade é feita de vento e o resto é feito de areia
WWW.SOTAVENTO.COM.BR
Bem-vindo a nossa casa.
Aqui contamos histórias sobre nossas peripécias dando a volta ao mundo em nosso veleiro. Nós somos: Fabio, Miriam, Caio, Rafael e Cacau e não sabemos onde vamos parar, só sabemos que vamos "Para onde o vento vai".
quarta-feira, 25 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Preparação para travessia
Hoje, dia 6 de maio de 2011 estamos quase prontos para iniciar a viagem de travessia do Atlântico Norte. São mais de 2000 milhas de oceano até a chegada aos Açores.
O "quase" é uma medida interessante. Gastamos 80% do tempo disponível para fazer 95% das coisas e depois gastamos o mesmo tempo para fazer os 5% do que falta.
Minha chegada ao Flyer, depois da temporada de afastamento, foi uma surpresa muito boa. O bichinho tava um brinco. Ainda conheci o Ronny, comandante do Luar. Ele nos deu um presentáço: Abrigou o Caio e o Rafa para minha primeira noite de retorno ao Flyer. Olha que eu estava precisando muiiiiito disso. Foram mais de 60 dias de afastamento de minha esposa amada.... Vixe !!!
Conheci também outros velejadores, O pessoal do Mema, que vive por aqui. O Rafael, que também está por aqui na labuta, além de outras figuras interessantíssimas que só os marinheiros conhecem.
Estou me integrando aos poucos com aquela rotina de velejador em beira de cais.
Eu deixo meu último post reservado para véspera do soltar âncoras. Quem quiser acompanhar meu caminho, quando sair, é só procurar o link da seção "ONDE ESTAMOS ?" que vai para página do SPOT onde existe um registro das posições da travessia marcados via SPOT.
Estou feliz...
E as águas continuam esquentando. Os ventos estão vindo do norte. A travessia é iminente
O "quase" é uma medida interessante. Gastamos 80% do tempo disponível para fazer 95% das coisas e depois gastamos o mesmo tempo para fazer os 5% do que falta.
Minha chegada ao Flyer, depois da temporada de afastamento, foi uma surpresa muito boa. O bichinho tava um brinco. Ainda conheci o Ronny, comandante do Luar. Ele nos deu um presentáço: Abrigou o Caio e o Rafa para minha primeira noite de retorno ao Flyer. Olha que eu estava precisando muiiiiito disso. Foram mais de 60 dias de afastamento de minha esposa amada.... Vixe !!!
Conheci também outros velejadores, O pessoal do Mema, que vive por aqui. O Rafael, que também está por aqui na labuta, além de outras figuras interessantíssimas que só os marinheiros conhecem.
Estou me integrando aos poucos com aquela rotina de velejador em beira de cais.
Eu deixo meu último post reservado para véspera do soltar âncoras. Quem quiser acompanhar meu caminho, quando sair, é só procurar o link da seção "ONDE ESTAMOS ?" que vai para página do SPOT onde existe um registro das posições da travessia marcados via SPOT.
Estou feliz...
E as águas continuam esquentando. Os ventos estão vindo do norte. A travessia é iminente
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Lembrando um pouco de Taoismo
Eu preciso me desculpar com os marinheiros de plantão. Quando resolvi escrever sobre a viagem eu estava certo que o que seria mais útil para as pessoas seriam as informações náuticas e técnicas, tais como waypoints, rumos, tempos de navegação, previsões meteorológicas, etc.
Isso é um mundo que cada comandante tem a obrigação de trilhar. Eu acho que a coisa mais importante realmente é fazer a viagem. As dificuldades aparecerão. As pessoas no mar se ajudam. Mas a única forma de entender isso é viajando.
Durante a viagem descobrimos lugares maravilhosos, pessoas maravilhosas e outras nem tanto, culturas interessantes, idiomas e sotaques diferentes, costumes completamente distintos dos nossos. Fica aqui uma confissão: Sinto-me um ignorante porque a quantidade de coisas que eu desconheço é muiiiiito maior que a quantidade de coisas que eu já conheci. Eu posso dizer do alto de toda a minha experiência que eu nada sei. Isso me lembra Sócrates que eu sempre respeitei.
Mas nada de filosofia. A viagem continua e eu achei que já era hora de atualizar o mapa de navegação, então vai abaixo nosso trajeto
As águas estão perigosamente tépidas, os ventos começam a mudar. A hora de sair está muito próxima
Isso é um mundo que cada comandante tem a obrigação de trilhar. Eu acho que a coisa mais importante realmente é fazer a viagem. As dificuldades aparecerão. As pessoas no mar se ajudam. Mas a única forma de entender isso é viajando.
Durante a viagem descobrimos lugares maravilhosos, pessoas maravilhosas e outras nem tanto, culturas interessantes, idiomas e sotaques diferentes, costumes completamente distintos dos nossos. Fica aqui uma confissão: Sinto-me um ignorante porque a quantidade de coisas que eu desconheço é muiiiiito maior que a quantidade de coisas que eu já conheci. Eu posso dizer do alto de toda a minha experiência que eu nada sei. Isso me lembra Sócrates que eu sempre respeitei.
Mas nada de filosofia. A viagem continua e eu achei que já era hora de atualizar o mapa de navegação, então vai abaixo nosso trajeto
As águas estão perigosamente tépidas, os ventos começam a mudar. A hora de sair está muito próxima
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Homenagem a Tiradentes e ao povo mais sangue de barata que já vi em minha vida
Sangue de barata !!!
Neste dia 21 precisamos lembrar de fatos históricos. Então um amigo (Obrigado Augustinho) me passou um email e eu resolvi compartilhar.
Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e inepta era chamada de "O Quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2010 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!!!!!!
Só uma conclusão é possível: TODOS OS BRASILEIROS ATUALMENTE TÊM SANGUE DE BARATA NAS VEIAS !!! QUE VERGONHA.
O que eu estou fazendo a respeito disso: Pouca coisa: Junto com alguns amigos estou colocando a boca no trombone. É suficiente, não, mas eu resolvi também velejar ao redor do mundo em meu veleiro com minha família.
Quero então compartilhar uma realidade. Até agora foram mais de 10 países visitados e o lugar mais caro do mundo continua sendo o Brasil. Alguns podem falar: Mas que absurdo.
Eu digo que pagar R$ 0,01 que seja para não ter qualquer tipo de contra-prestação por parte do poder público é muito caro. Alguns podem alegar que na Suécia ou na Finlândia se paga mais imposto, será mesmo necessário qualquer comentário ? Outros podem falar que em todos os países desenvolvidos os impostos são altos... Outra vez é eu me pego pensando: Será realmente necessário comentar estas afirmações ?
Só sei que a sensação de indignação é cada vez maior... Fico com nojo da política brasileira. Fico com nojo dos políticos brasileiros, fico com nojo do governo brasileiro, fico com nojo do estado brasileiro. Agora estou decidindo se ficarei enojado com o povo brasileiro...
Se nada fizermos, então não me sobra outra opção a não ser sentir-me enojado com o sangue de barata que roda nas veias do povo que não merece outra coisa senão o que está acontecendo.
Façam algo e façam logo. Eu quero acreditar !!!
As águas estão mais tépidas, os ventos estão mudando. A hora da travessia se aproxima rapidamente.
Neste dia 21 precisamos lembrar de fatos históricos. Então um amigo (Obrigado Augustinho) me passou um email e eu resolvi compartilhar.
Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e inepta era chamada de "O Quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2010 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!!!!!!
Só uma conclusão é possível: TODOS OS BRASILEIROS ATUALMENTE TÊM SANGUE DE BARATA NAS VEIAS !!! QUE VERGONHA.
O que eu estou fazendo a respeito disso: Pouca coisa: Junto com alguns amigos estou colocando a boca no trombone. É suficiente, não, mas eu resolvi também velejar ao redor do mundo em meu veleiro com minha família.
Quero então compartilhar uma realidade. Até agora foram mais de 10 países visitados e o lugar mais caro do mundo continua sendo o Brasil. Alguns podem falar: Mas que absurdo.
Eu digo que pagar R$ 0,01 que seja para não ter qualquer tipo de contra-prestação por parte do poder público é muito caro. Alguns podem alegar que na Suécia ou na Finlândia se paga mais imposto, será mesmo necessário qualquer comentário ? Outros podem falar que em todos os países desenvolvidos os impostos são altos... Outra vez é eu me pego pensando: Será realmente necessário comentar estas afirmações ?
Só sei que a sensação de indignação é cada vez maior... Fico com nojo da política brasileira. Fico com nojo dos políticos brasileiros, fico com nojo do governo brasileiro, fico com nojo do estado brasileiro. Agora estou decidindo se ficarei enojado com o povo brasileiro...
Se nada fizermos, então não me sobra outra opção a não ser sentir-me enojado com o sangue de barata que roda nas veias do povo que não merece outra coisa senão o que está acontecendo.
Façam algo e façam logo. Eu quero acreditar !!!
As águas estão mais tépidas, os ventos estão mudando. A hora da travessia se aproxima rapidamente.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Um pouco de filosofia
Pessoal
A gente que vive velejando por ai acaba por aprofundar as relações com o meio ambiente e superficializar as relações com as pessoas. Muitos vem e vão em poucas semanas, alguns em poucos dias. Outros permanecem mais tempo. As relações no mar são mais interessantes que as relações em terra. O que une as pessoas do mar não é o interesse, mas a afinidade. Todos gostamos do mar. Todos estamos ligados pelo mar. Gostamos da liberdade. Isso tem um preço a pagar.
As vezes achamos que tudo gira em torno de nossas vidas ou nossas realidades. Muito longe de ser verdade o que percebo é que as coisas acontecem e pronto. Simples assim. A impressão que as coisas acontecem para você é errada. Esse é parte do preço a pagar de viver uma vida mais simples, com um pouco mais de humildade, especialmente quando se percebe o quão somos pequenos. Meu Deus !!! Teu mar é tão vasto e meu barco é tão pequeno...
Só algumas coisas realmente parecem imutáveis. Se você veleja com a família as relações familiares são muito afetadas. Na maioria das vezes de maneira muito positiva. Deitar no convés numa terça-feira a noite com seus filhos, olhar para o céu, contar estrelas cadentes e fazer desejos. Compartilhar tempo e esperança. Isso não tem preço.
Tem outras horas que me vejo pensando: Qual dos dois filhos eu vou jogar no mar, principalmente depois de alguns dias de navegação em mar aberto...
E as relações com a Almiranta. Essas são tão profundamente afetadas que cabe uma enciclopédia inteira só para discutí-las. No Flyer eu sou o Comandante. A Miriam é só a Mandante... Isso dá uma certa dimensão as coisas.
Mas ontem eu ri de verdade. Eu conheci o Mario via skype e ele me colocou diante da verdade universal para todo homem do mar (segundo ele). Ele é casado com a Paula e moram no veleiro deles que atualmente está no Caribe.
Ele me deu um lampejo de filosofia após muitas rizadas, ele falou: Eu sou o capitão do meu barco e mando em tudo. A Paula só manda em mim !!!
E as águas estão ficando tépidas. A hora de atravessar se aproxima !!!
A gente que vive velejando por ai acaba por aprofundar as relações com o meio ambiente e superficializar as relações com as pessoas. Muitos vem e vão em poucas semanas, alguns em poucos dias. Outros permanecem mais tempo. As relações no mar são mais interessantes que as relações em terra. O que une as pessoas do mar não é o interesse, mas a afinidade. Todos gostamos do mar. Todos estamos ligados pelo mar. Gostamos da liberdade. Isso tem um preço a pagar.
As vezes achamos que tudo gira em torno de nossas vidas ou nossas realidades. Muito longe de ser verdade o que percebo é que as coisas acontecem e pronto. Simples assim. A impressão que as coisas acontecem para você é errada. Esse é parte do preço a pagar de viver uma vida mais simples, com um pouco mais de humildade, especialmente quando se percebe o quão somos pequenos. Meu Deus !!! Teu mar é tão vasto e meu barco é tão pequeno...
Só algumas coisas realmente parecem imutáveis. Se você veleja com a família as relações familiares são muito afetadas. Na maioria das vezes de maneira muito positiva. Deitar no convés numa terça-feira a noite com seus filhos, olhar para o céu, contar estrelas cadentes e fazer desejos. Compartilhar tempo e esperança. Isso não tem preço.
Tem outras horas que me vejo pensando: Qual dos dois filhos eu vou jogar no mar, principalmente depois de alguns dias de navegação em mar aberto...
E as relações com a Almiranta. Essas são tão profundamente afetadas que cabe uma enciclopédia inteira só para discutí-las. No Flyer eu sou o Comandante. A Miriam é só a Mandante... Isso dá uma certa dimensão as coisas.
Mas ontem eu ri de verdade. Eu conheci o Mario via skype e ele me colocou diante da verdade universal para todo homem do mar (segundo ele). Ele é casado com a Paula e moram no veleiro deles que atualmente está no Caribe.
Ele me deu um lampejo de filosofia após muitas rizadas, ele falou: Eu sou o capitão do meu barco e mando em tudo. A Paula só manda em mim !!!
E as águas estão ficando tépidas. A hora de atravessar se aproxima !!!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Eu não estou no Caribe, mas as fotos !!!
Algumas fotos que a Miriam mandou eu coloquei abaixo. Assim não sou somente eu que fico babando...
É de babar !!!
Preciso lembrar que o Flyer cabe na área de bagagem destes dois veleirinhos ...
Veleiro Falcão Maltes
Veleiro Mirabella
É de babar !!!
Preciso lembrar que o Flyer cabe na área de bagagem destes dois veleirinhos ...
domingo, 6 de março de 2011
Algumas imagens falam mais que muitas palavras
Nos últimos posts deixei as imagens de fora. Agora é hora de algumas imagens. Vou escrever pouco e mostrar mais. Seguem algumas imagens
Até que enfim tubarões
A chegada a Tobago Cays
O Caio pensando
O Rafinha em Union Island
Uma paisagem do alto (Union Island)
O Flyer descansando em Lençois
Rafael e Bianca nas dunas
No cenário dos Piratas do Caribe
Mais uma locação dos Piratas do Caribe (St.Vincent)
Entre St Vincent e Béquia
Uma casinha do Caribe em St. Lucia
Uma das praias de St Lucia
Lagostada em St Vincent
sexta-feira, 4 de março de 2011
Eu estou no Brasil
Sabe a coisa mais estranha que se pode sentir ao ser um velejador: Seu barco velejando sem você.
Não estou nem um pouco preocupado com a segurança, não aluguei o Flyer para ninguém. A verdade é o seguinte: Tive que voltar para o Brasil e deixei a Miriam, Caio e Rafael no Caribe, mais precisamente em St. Lúcia. Eles estão procurando um barco novo para se transformar em nosso lar e eu vim resolver algumas questões pendentes antes da travessia do Atlântico.
Então, como outros curiosos, acompanhei, via spot, a travessia que o Flyer fez entre St. Lucia e Martinica.
Apreensivo, porque era a primeira travessia que eu não estaria presente, mas o Flyer, juntamente com a tripulação, chegaram bem em Martinica.
Ainda estou apreensivo, porque as notícias são mais escassas do que gostaria, mas eles estão lá em segurança e aproveitando a viagem.
Fico um pouco triste, porque deixo de ter a importância que sempre tive: responsável maior por tudo que acontece, mas estou ao mesmo tempo alegre, não sou indispensável. Isso é bom, especialmente no mar.
Bom, minhas aflições são minhas e não tem origem na realidade e sim na minha própria mente. Desta forma, fico com elas.
O Flyer voa para longe...
Não estou nem um pouco preocupado com a segurança, não aluguei o Flyer para ninguém. A verdade é o seguinte: Tive que voltar para o Brasil e deixei a Miriam, Caio e Rafael no Caribe, mais precisamente em St. Lúcia. Eles estão procurando um barco novo para se transformar em nosso lar e eu vim resolver algumas questões pendentes antes da travessia do Atlântico.
Então, como outros curiosos, acompanhei, via spot, a travessia que o Flyer fez entre St. Lucia e Martinica.
Apreensivo, porque era a primeira travessia que eu não estaria presente, mas o Flyer, juntamente com a tripulação, chegaram bem em Martinica.
Ainda estou apreensivo, porque as notícias são mais escassas do que gostaria, mas eles estão lá em segurança e aproveitando a viagem.
Fico um pouco triste, porque deixo de ter a importância que sempre tive: responsável maior por tudo que acontece, mas estou ao mesmo tempo alegre, não sou indispensável. Isso é bom, especialmente no mar.
Bom, minhas aflições são minhas e não tem origem na realidade e sim na minha própria mente. Desta forma, fico com elas.
O Flyer voa para longe...
domingo, 27 de fevereiro de 2011
O fim de uma era. O começo de outra
Quando você compra um barco e começa a navegar você começa a desenvolver uma relação que transcende a questão da posse ou da propriedade. Sei veleiro é parte de você. Algum tempo depois você começa a modificá-lo, instalar equipamentos, consertar pequenas coisas. Bom você desenvolve uma simbiose. O barco precisa de você para funcionar e você precisa do barco para viver suas emoções.
Depois de algum tempo você e o veleiro são tão íntimos que a possível separação entre vocês será sempre litigiosa. Você acredita que ninguém será capaz de dar a mesma atenção que você.
Nós resolvemos fazer uma viagem e esta resolução se transformou em um morar a bordo. As âncoras que nos prendiam a terra foram sendo tão esticadas que agora não podem mais ser recolhidas.
Estamos morando a bordo. E isso é diferente de estarmos fazendo uma viagem pelo Caribe. Quando a Miriam falou para mim que não tinha saudades do Brasil eu percebi que estava realmente morando a bordo.
Agora preciso fazer a transição. O Flyer é o melhor barco que eu poderia ter. E fez de tudo comigo e com minha família, sempre em segurança. Sempre chegando ao seu destino. Só que somos Eu, a Miriam, o Caio e o Rafael.
Para que nós tenhamos nossas relações pessoais bem definidas sem estresse o espaço tem que aumentar. Não sobra muito espaço no CAL 92. (30 pés) para morar a bordo, com toda a tralha que vamos juntando.
Agora estou me preparando psicologicamente para vender meu querido Flyer.
Então fica a mensagem para quem estiver acompanhando nossas aventuras
O FLYER está a venda.
buaaaaaaaaa
Depois de algum tempo você e o veleiro são tão íntimos que a possível separação entre vocês será sempre litigiosa. Você acredita que ninguém será capaz de dar a mesma atenção que você.
Nós resolvemos fazer uma viagem e esta resolução se transformou em um morar a bordo. As âncoras que nos prendiam a terra foram sendo tão esticadas que agora não podem mais ser recolhidas.
Estamos morando a bordo. E isso é diferente de estarmos fazendo uma viagem pelo Caribe. Quando a Miriam falou para mim que não tinha saudades do Brasil eu percebi que estava realmente morando a bordo.
Agora preciso fazer a transição. O Flyer é o melhor barco que eu poderia ter. E fez de tudo comigo e com minha família, sempre em segurança. Sempre chegando ao seu destino. Só que somos Eu, a Miriam, o Caio e o Rafael.
Para que nós tenhamos nossas relações pessoais bem definidas sem estresse o espaço tem que aumentar. Não sobra muito espaço no CAL 92. (30 pés) para morar a bordo, com toda a tralha que vamos juntando.
Agora estou me preparando psicologicamente para vender meu querido Flyer.
Então fica a mensagem para quem estiver acompanhando nossas aventuras
O FLYER está a venda.
buaaaaaaaaa
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Do Brasil para o Caribe
Depois de muito tempo sem atualizar o blog resolvi fazer uma atualização resumida. Estou usando o Twitter e o SPOT para as atualizações mais corriqueiras.
Saimos de Fortaleza com destino a Lençois Maranhenses (Dica do Gigante). Local paradisiaco especialmente projetado para descansar. De lá fizemos uma travessia para Guiana Francesa e paramos em Iles de Salut. Vale a pena conhecer este pedaço da França por nossas bandas.
Da Guiana seguimos direto para Tobago para dar entrada no Caribe. Uma semaninha por lá e descobri que o eixo do motor correu novamente. O Eduardo (Guga Buy) me ajudou, juntamente com o Sérgio do Travessura, com uma gambiarra e velejamos para Trinidad (Chagaramas) para tirar o barco da água. Nossa previsão era ficar uma semana fazendo reparos mas acabamos ficando um mês inteiro.
Consertei um monte de coisas e instalei os tanques de água infláveis da Plástimo. Agora temos 400 L de água no Flyer. Um luxo. Instalei também um carregador Xantrex o que deixou a geladeira congelando cerveja.
De Trinidad rumamos para Union Island. Local pequeno e agradável. Alguns mergulhos porque a água por aqui é transparente. Resolvemos correr para Tobago Cays. Até agora o local mais interessante e parecido com o Caribe das fotos. Água morna e transparente, muita vida marinha e os sempre presentes vendedores com suas lanchinhas, incomodando mais que mosca na ferida.
De lá rumamos para Mayreau. Outra ilha pequena, mas atraente para o pernoite. Escolhemos o local e ancoramos. Durante a madrugada o Flyer e o Guga Buy garraram por causa da força do vento que havia aumentado muito. Deixei 50 metros de corrente e 20 de cabo, ai o Flyer ficou parado.
Resolvemos seguir adiante e fomos mara Canouan. Nesta ilha pegamos uma poita para um pernoite tranquilo. Depois disso resolvemos dar mais uns mergulhos. Muita vida marinha e água limpa.
Já estavamos navegando o suficiente por lugares mais ermos então resolvemos ir para Béquia. Um ponto de parada com mais estrutura. Passamos três noites em poitas. Fizemos um passeio de van pela ilha que é bonita o suficiente para ser conhecida. O vento sempre presente. Resolvemos fazer uma lagostada. pagamos. Fomos aos pescadores comprar lagosta viva. Nos custou um pouco mais que R$ 20,00 o quilo. Comemos em oito que nem reis. O pessoal do Bulimundu, o pessoal do Guga Buy e nós do Flyer.
Estamos precisando lavar roupa e completar o tanque de água. Resolvemos seguir para St. Vincent para providenciar uma marina. O Bulimundo foi na frente para abrir espaço e chegamos na base da SunSail em St. Vincent.
Por enquanto é isso. Vou ficar devendo fotos porque as câmeras que eu tinha resolveram não funcionar. Sabe aquela história de "quem tem um não tem nenhum". Agora é "quem tem dois não tem o suficiente".
Até a próxima
Saimos de Fortaleza com destino a Lençois Maranhenses (Dica do Gigante). Local paradisiaco especialmente projetado para descansar. De lá fizemos uma travessia para Guiana Francesa e paramos em Iles de Salut. Vale a pena conhecer este pedaço da França por nossas bandas.
Da Guiana seguimos direto para Tobago para dar entrada no Caribe. Uma semaninha por lá e descobri que o eixo do motor correu novamente. O Eduardo (Guga Buy) me ajudou, juntamente com o Sérgio do Travessura, com uma gambiarra e velejamos para Trinidad (Chagaramas) para tirar o barco da água. Nossa previsão era ficar uma semana fazendo reparos mas acabamos ficando um mês inteiro.
Consertei um monte de coisas e instalei os tanques de água infláveis da Plástimo. Agora temos 400 L de água no Flyer. Um luxo. Instalei também um carregador Xantrex o que deixou a geladeira congelando cerveja.
De Trinidad rumamos para Union Island. Local pequeno e agradável. Alguns mergulhos porque a água por aqui é transparente. Resolvemos correr para Tobago Cays. Até agora o local mais interessante e parecido com o Caribe das fotos. Água morna e transparente, muita vida marinha e os sempre presentes vendedores com suas lanchinhas, incomodando mais que mosca na ferida.
De lá rumamos para Mayreau. Outra ilha pequena, mas atraente para o pernoite. Escolhemos o local e ancoramos. Durante a madrugada o Flyer e o Guga Buy garraram por causa da força do vento que havia aumentado muito. Deixei 50 metros de corrente e 20 de cabo, ai o Flyer ficou parado.
Resolvemos seguir adiante e fomos mara Canouan. Nesta ilha pegamos uma poita para um pernoite tranquilo. Depois disso resolvemos dar mais uns mergulhos. Muita vida marinha e água limpa.
Já estavamos navegando o suficiente por lugares mais ermos então resolvemos ir para Béquia. Um ponto de parada com mais estrutura. Passamos três noites em poitas. Fizemos um passeio de van pela ilha que é bonita o suficiente para ser conhecida. O vento sempre presente. Resolvemos fazer uma lagostada. pagamos. Fomos aos pescadores comprar lagosta viva. Nos custou um pouco mais que R$ 20,00 o quilo. Comemos em oito que nem reis. O pessoal do Bulimundu, o pessoal do Guga Buy e nós do Flyer.
Estamos precisando lavar roupa e completar o tanque de água. Resolvemos seguir para St. Vincent para providenciar uma marina. O Bulimundo foi na frente para abrir espaço e chegamos na base da SunSail em St. Vincent.
Por enquanto é isso. Vou ficar devendo fotos porque as câmeras que eu tinha resolveram não funcionar. Sabe aquela história de "quem tem um não tem nenhum". Agora é "quem tem dois não tem o suficiente".
Até a próxima
terça-feira, 16 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
De Natal para Fortaleza
Pessoal
Saímos de Natal dia 03/10/2010 com destino para Galinhos e chegamos em Fortaleza dia 05/10/2010. Foram 298 milhas náuticas de navegação descendo com o vento e o mar.
A viagem para Galinhos, saindo de Natal, não deu certo por causa do horário de saída. A noite o vento e o mar continuaram a vir do quadrante sul e não pudemos entrar em Galinhos. O Guga Buy e o Luthier chegaram mais cedo e conseguiram entrar. Resolvemos deixar Galinhos para trás e direcionar para Fortaleza. Ao chegar resolvemos aproar para o molhe. Ancoramos protegidos para passar a noite dentro do molhe do Marina Park Hotel.
O Local é um hotel 5 estrelas a beira mar próximo do centro velho de Fortaleza.
Vou colecionar algumas fotos para atualizar esta postagem.
Abraços a todos
Saímos de Natal dia 03/10/2010 com destino para Galinhos e chegamos em Fortaleza dia 05/10/2010. Foram 298 milhas náuticas de navegação descendo com o vento e o mar.
A viagem para Galinhos, saindo de Natal, não deu certo por causa do horário de saída. A noite o vento e o mar continuaram a vir do quadrante sul e não pudemos entrar em Galinhos. O Guga Buy e o Luthier chegaram mais cedo e conseguiram entrar. Resolvemos deixar Galinhos para trás e direcionar para Fortaleza. Ao chegar resolvemos aproar para o molhe. Ancoramos protegidos para passar a noite dentro do molhe do Marina Park Hotel.
O Local é um hotel 5 estrelas a beira mar próximo do centro velho de Fortaleza.
Vou colecionar algumas fotos para atualizar esta postagem.
Abraços a todos
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
COMO FAZER SEXO DISCRETO EM UM BARCO DE 30 PÉS QUANDO SE NAVEGA COM DOIS FILHOS A BORDO
Pessoal
Esqueci de blogar sobre um fato relevante. Aqui em Natal, meu amigo Nelson do Veleiro Avoante (diariodoavoante.wordpress.com), me pediu para fazer uma palestra e me disse o seguinte: Diga o tema que eu arranjo a palestra. Eu, de brincadeira, dei o tema deste post. Ele publicou no blog dele e a palestra se realizou.
A palestra teve uma boa audiência e correu muito bem.
O tema é realmente interessante. Acho que cabe um livro sobre o assunto. Vamos ver para onde o vento leva esta idéia.
Esqueci de blogar sobre um fato relevante. Aqui em Natal, meu amigo Nelson do Veleiro Avoante (diariodoavoante.wordpress.com), me pediu para fazer uma palestra e me disse o seguinte: Diga o tema que eu arranjo a palestra. Eu, de brincadeira, dei o tema deste post. Ele publicou no blog dele e a palestra se realizou.
A palestra teve uma boa audiência e correu muito bem.
O tema é realmente interessante. Acho que cabe um livro sobre o assunto. Vamos ver para onde o vento leva esta idéia.
De Natal e seu povo
Num dia desta semana, atarefado com atividades de manutenção, recebi uma visita encantadora. Um senhor com seu neto. Fizemos aquilo que todo velejador gosta de fazer: Conversamos sobre o mar. Em breves palavras eu contei nossos planos. Subir para o Caribe, atravessar o Atlântico para o Mediterrâneo e dar um pulo no Egito para visitar a terra do meu pai. Eu tenho uma coisinha para fazer por lá, além de resgatar as raizes da minha família.
O Lucas me falou que está fazendo escola para oficial da Marinha Mercante. Fiquei encantado em ver um jovem de 22 anos pensando na vida no mar. O que posso dizer é: SIGA EM FRENTE.
Além da evidente simpatia de ambos o Lucas se prontificou a mostrar algumas belezas de sua terra. Hoje ele passou por aqui e nos pegou, eu o Caio e o Rafael. Fizermos um tour pelas praias de Natal e fomos parar no local onde sobrevive o maior cajueiro do mundo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Maior_cajueiro_do_mundo)há mais de 100 anos. Um local que deve ser visitado.
Depois fomos para casa dele. Lá conhecemos a sua mãe Michele que nos preparou um suco maravilhoso de caja com sorvete.
Depois voltamos para o Iate Clube do Natal.
Amanhã vamos pintar o fundo do Flyer para prepará-lo para ir para água. Ele já está cansado de ficar no seco e eu estou estressado de vê-lo fora da água. Se tudo der certo depois de amanhã ele está na água.
Desculpem-me pela falta de fotos, esqueci a máquina.
O Lucas me falou que está fazendo escola para oficial da Marinha Mercante. Fiquei encantado em ver um jovem de 22 anos pensando na vida no mar. O que posso dizer é: SIGA EM FRENTE.
Além da evidente simpatia de ambos o Lucas se prontificou a mostrar algumas belezas de sua terra. Hoje ele passou por aqui e nos pegou, eu o Caio e o Rafael. Fizermos um tour pelas praias de Natal e fomos parar no local onde sobrevive o maior cajueiro do mundo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Maior_cajueiro_do_mundo)há mais de 100 anos. Um local que deve ser visitado.
Depois fomos para casa dele. Lá conhecemos a sua mãe Michele que nos preparou um suco maravilhoso de caja com sorvete.
Depois voltamos para o Iate Clube do Natal.
Amanhã vamos pintar o fundo do Flyer para prepará-lo para ir para água. Ele já está cansado de ficar no seco e eu estou estressado de vê-lo fora da água. Se tudo der certo depois de amanhã ele está na água.
Desculpem-me pela falta de fotos, esqueci a máquina.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Preparação do Flyer - Falta pouco
Pessoal
O trabalho de preparar o barco para ficar na água é, verdadeira e honestamente, um saco. Lixar a tinta de fundo velha é muito ruim, ainda mais quando o suor do trabalho forçado se mistura com o pó venenoso que durante meses afugentou as cracas do seu casco. Nesta hora você entende porque os bichinhos não grudam e não entende porque alguns insistem em grudar. É provavel que os que grudem gostem mais das aventuras potenciais que um casco representa...
Acho até que podemos traçar um paralelo: nós, velejadores, somos como as cracas. Acho que isso merece um pouco de filosofia, mas vou poupá-los desta vez. Se o tema voltar a baila, aprofundo-me na discussão.
Como havia prometido a meu amigo Vieira da ECOTINTAS de Santos, estou postando as fotos do resultado de 6 meses de tinta anti-incrustrante RENNER.
Vai ai Vieira
O trabalho de preparar o barco para ficar na água é, verdadeira e honestamente, um saco. Lixar a tinta de fundo velha é muito ruim, ainda mais quando o suor do trabalho forçado se mistura com o pó venenoso que durante meses afugentou as cracas do seu casco. Nesta hora você entende porque os bichinhos não grudam e não entende porque alguns insistem em grudar. É provavel que os que grudem gostem mais das aventuras potenciais que um casco representa...
Acho até que podemos traçar um paralelo: nós, velejadores, somos como as cracas. Acho que isso merece um pouco de filosofia, mas vou poupá-los desta vez. Se o tema voltar a baila, aprofundo-me na discussão.
Como havia prometido a meu amigo Vieira da ECOTINTAS de Santos, estou postando as fotos do resultado de 6 meses de tinta anti-incrustrante RENNER.
Vai ai Vieira
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Nossa passagem por Natal
Pessoal
Natal é muiiiito acolhedora. Nós estamos no Iate Clube do Natal que fica próximo a barra do Rio Potengi. Vamos ficar por aqui por algum tempo. Provavelmente no final de outubro vamos começar a viagem para o Caribe, passando por Galinhos, Fortaleza (onde daremos a saída do Pais) e Lençois Maranhenses.
Vamos deixar para os brasileiros resolvam os destinos do Brasil (afinal escolheram Tiririca para Deputado Federal mais votado...) Nosso destino é o Mediterraneo passando pelo Caribe. O Brasil parece uma criança fazendo birra. Ainda não amadureceu.
Voltando ao assunto que eu mais gosto
Natal é muiiiito acolhedora. Nós estamos no Iate Clube do Natal que fica próximo a barra do Rio Potengi. Vamos ficar por aqui por algum tempo. Provavelmente no final de outubro vamos começar a viagem para o Caribe, passando por Galinhos, Fortaleza (onde daremos a saída do Pais) e Lençois Maranhenses.
Vamos deixar para os brasileiros resolvam os destinos do Brasil (afinal escolheram Tiririca para Deputado Federal mais votado...) Nosso destino é o Mediterraneo passando pelo Caribe. O Brasil parece uma criança fazendo birra. Ainda não amadureceu.
Voltando ao assunto que eu mais gosto
Abaixo algumas fotos de Natal, gentilmente cedidas por Lucia do veleiro Borandá.
Churrasco depois de uma regata em Natal (pegamos 2º lugar). O churrasqueiro é o Nelson do veleiro Avoante. Churrasco de primeira
Na margem esquerda o Dorival do Luthier na margem direita o Eduardo do Guga Buy ao centro eu Comandante Fabio e a Mandante Miriam.
O Flyer descansando no rio Potengi em Natal. Merecido descanso.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
REFENO e FERNAT
Neste ano fizemos a REFENO. Fomos muito bem recebidos pelo pessoal do Cabanga. Fomos entrevistados por dois jornais e uma tv local. Aqui vai um link para uma entrevista que foi parar na internet (Entrevista: Clique aqui)
A travessia de Recife para Noronha foi técnica. A Miriam e o Caio queriam fazer o FLYER andar muito e no final acabamos com o traveller da grande quebrado. Já estava velhinho. O Caio, forte como sempre, fez o papel de escota man e segurou a escota com a mão até eu achar uma solução para o problema. Tudo foi muito estressante, mas no final conseguimos, em equipe, resolver o problema e colocar o FLYER de volta na corrida.
Chegamos a Noronha com média de 6.2 nós de velocidade. Ótimo para um 30 pés. Melhor ainda para uma tripulação familiar não profissionalizada. Mais uma parte do sonho foi vencida.
Noronha levanta o padrão do belo de qualquer pessoa. Se tirar os ECOCHATOS Noronha é perfeita.
Até lá eu ainda não tinha decidido ir para o Caribe, mas com a regata para Natal e o fato de Natal ficar mais acima que a região de retorno confortável eu acabei decidindo que as oportunidades não devem ser perdidas.
Vamos para o Caribe.
O Iate Clube do Natal é muito receptivo e o lugar é muito aprazível. Aqui tem o festival do por do sol. Entre terça e quinta tem música ao vivo para despedida diária do sol.
Vou mantendo atualizado o blog para que vocês acompanhem a viagem.
Algumas fotos
A travessia de Recife para Noronha foi técnica. A Miriam e o Caio queriam fazer o FLYER andar muito e no final acabamos com o traveller da grande quebrado. Já estava velhinho. O Caio, forte como sempre, fez o papel de escota man e segurou a escota com a mão até eu achar uma solução para o problema. Tudo foi muito estressante, mas no final conseguimos, em equipe, resolver o problema e colocar o FLYER de volta na corrida.
Chegamos a Noronha com média de 6.2 nós de velocidade. Ótimo para um 30 pés. Melhor ainda para uma tripulação familiar não profissionalizada. Mais uma parte do sonho foi vencida.
Noronha levanta o padrão do belo de qualquer pessoa. Se tirar os ECOCHATOS Noronha é perfeita.
Até lá eu ainda não tinha decidido ir para o Caribe, mas com a regata para Natal e o fato de Natal ficar mais acima que a região de retorno confortável eu acabei decidindo que as oportunidades não devem ser perdidas.
Vamos para o Caribe.
O Iate Clube do Natal é muito receptivo e o lugar é muito aprazível. Aqui tem o festival do por do sol. Entre terça e quinta tem música ao vivo para despedida diária do sol.
Vou mantendo atualizado o blog para que vocês acompanhem a viagem.
Algumas fotos
A regata
Caminhos em Noronha
Uma das praias
Baia dos porcos
Morro Dois Irmãos
Vista da área onde fundeamos
Nossa condução
O Flyer está por ai
Chegando em Natal com o Caio na proa
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Início da viagem
Primeira etapa: 20/07/2010 21:30 - 21/07/2010 15:30 Iate Clube do Rio para Iate Clube de Armação de búzios
Uau !!! A viagem começou. Pegamos ventos fortes e ondas desencontradas, mas fizemos uma saída antecipada porque o Rio já deu o que tinha que dar. A cidade de Búzios é um charme que dá gosto de ver. Dia 27 planejamos sair para Vitória.
Em Vitória prometo uma blogada com mais detalhes.
Saudações a todos
Bons ventos aos velejadores
t+
Uau !!! A viagem começou. Pegamos ventos fortes e ondas desencontradas, mas fizemos uma saída antecipada porque o Rio já deu o que tinha que dar. A cidade de Búzios é um charme que dá gosto de ver. Dia 27 planejamos sair para Vitória.
Em Vitória prometo uma blogada com mais detalhes.
Saudações a todos
Bons ventos aos velejadores
t+
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Nós vamos para Fernando de Noronha
Pessoal
Estamos em fase final de preparação do barco para participar do cruzeiro Costa Leste. Vamos subir em flotilha saindo do Rio de Janeiro e chegando em Recife a tempo de participar da REFENO. A REFENO é a regata que sai de Recife e vai para Fernando de Noronha
Preparar o barco, por si, é uma aventura que admite muito planejamento e muito cuidado. O planejamento serve para dar esperanças que as coisas vão dar certo no prazo e no preço. O cuidado serve para não ficar louco quando tudo que foi planejado dá errado e o orçamento estoura muito antes de atingir 50% do projeto.
Hoje é dia 5 e tenho até dia 10 para preparar o barco. Só para esclarecer: O que está faltando: Instalar motor, instalar turco, instalar plataforma de popa, instalar targa, instalar elétricos, instalar gás, instalar painel, etc (que eu nem sei, mas terei que pagar...)
Bem, por enquanto é isso.
Eu vou manter o diário de bordo atualizado colocando no blog tudo que tem a ver com a viagem, fotos, comentários, etc
t+
Fabio
Veleiro Flyer
http://www.sotavento.com.br/
Estamos em fase final de preparação do barco para participar do cruzeiro Costa Leste. Vamos subir em flotilha saindo do Rio de Janeiro e chegando em Recife a tempo de participar da REFENO. A REFENO é a regata que sai de Recife e vai para Fernando de Noronha
Preparar o barco, por si, é uma aventura que admite muito planejamento e muito cuidado. O planejamento serve para dar esperanças que as coisas vão dar certo no prazo e no preço. O cuidado serve para não ficar louco quando tudo que foi planejado dá errado e o orçamento estoura muito antes de atingir 50% do projeto.
Hoje é dia 5 e tenho até dia 10 para preparar o barco. Só para esclarecer: O que está faltando: Instalar motor, instalar turco, instalar plataforma de popa, instalar targa, instalar elétricos, instalar gás, instalar painel, etc (que eu nem sei, mas terei que pagar...)
Bem, por enquanto é isso.
Eu vou manter o diário de bordo atualizado colocando no blog tudo que tem a ver com a viagem, fotos, comentários, etc
t+
Fabio
Veleiro Flyer
http://www.sotavento.com.br/
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Uma grande viagem pode ser feita mesmo que seja num...
Diário de Bordo: Veleiro GANNET. Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
Tripulação
Fabio: Leme, navegação
Miriam: Velas e navegação
Tempo e condições locais
Verão – Nublado– 1012-1015 hpa – 27-43 ºC
Brisa-Fresco. Mar calmo
Local
PARATY até ILHABELA
Saída Paraty: 15/01/2009 às 12:30
Chegada Ilhabela: 18/01/2009 às 14:30
90 milhas navegadas
Horas motorando: 30
Horas velejando: 2 (tinha que ser em Ilhabela...)
Receita
Receita para viver uma aventura. Ingredientes: Coloque uma pitadinha de emoção; Dois bons bocados de desconforto; Uma enormidade de belezas naturais; Acrescente também um povo hospitaleiro e reserve; Deixe crescer ao relento; Despeje uma porção generosa de planejamento; Misture com calma e deixe que a insegurança vá aflorando; Colha a insegurança com a escumadeira; Cozinhe com amor em fogo brando. Rendimento: quantas porções você quiser
A aventura
Entre os dias 15 e 18 de Janeiro de 2009 eu fiz minha primeira viagem como Capitão. No balanço geral meus erros foram menores que meus acertos. Minha esposa Miriam estava comigo e não se abalou pelo fato de eu nunca ter feito sozinho uma viagem como esta. O planejamento é tudo no mar. Pensar tudo nos mínimos detalhes. Claro que quase nada do que você planejou acontece do jeito que você planejou, mas a sensação de segurança que você tem sempre que você pensa em tudo é o melhor consolo... Ter um espírito aventureiro é planejar tudo nos mínimos detalhes para, se possível, fazer tudo completamente diferente...
A aventura é isso!!!
O barquinho: GANNET
Imediatamente lembrei de uma frase comum no pensamento de quem navega:
Senhor, meu barquinho é tão pequeno e seu mar é tão grande !!!
O Paulinho foi o guardião do GANNET. Obrigado. Antes que eu esqueça, Parabéns Manoel, você sabe por que!!!
Minha esposa, parceira, almirante de bordo, etc...
Nestas horas eu preciso fazer uma homenagem a minha amada esposa: Ela entrou na aventura sem nem piscar os olhos, simplesmente embarcou e encarou o mar e as incertezas.
Registro: Saímos de Paraty (Marinha 188) as 12:30. Incrível a quantidade de expectativa desta primeira viagem. Eu sabia que o ponto mais complicado da travessia seria a passagem pela ponta da Juatinga. Desta forma fiz o planejamento de modo a que o primeiro pernoite fosse feito antes da passagem para que a mesma ocorresse cedo, bem cedo, quando as condições de mar e vento são mais adequadas.
Estranho é que escolhi parar em POUSO porque apresentava uma pequena âncora na carta náutica indicando condições de ancoragem satisfatórias. Encontramos pessoas de boa índole, gente da terra, dispostos a ajudar em todas as ocasiões. Vale à pena conhecer.
Observe aquela cerca branca na praia: atrás dela, no bar do Marcinho, foi nosso primeiro pernoite e diga-se de passagem um pernoite delicioso...
Conhecemos também o Adriano e o Gustavo. O Adriano tem uma casa em Pouso e nos convidou para um delicioso arroz com feijão e lula. O Gustavo fez o arroz com feijão (fogão a lenha e tudo) e a Miriam fez a lula a “La Miroko”.
Saímos cedo de Pouso...
A surpresa foi encontrar a Juatinga tão tranqüila que eu conferi algumas vezes para saber se estávamos no lugar certo. A carta e o GPS não mentiam, estávamos mesmo na Lagoa da Juatinga.
De repente o jantar. O primeiro aviso foi um bonito que eu quase consegui jogar para dentro. Na última hora o bicho resolveu que não seria nosso jantar e se foi. Netuno resolveu que, mesmo sem muito merecimento, nós teríamos um jantar e nos enviou um dourado. Desta vez muito mais que satisfatório para nós. Obrigado.
E a ponta negra não é tão negra assim. E o EOLO não queria saber de trabalho. O único vento que sentíamos era o vento que nosso motor de popa era capaz de produzir.
Finalmente chegamos a Ilha de Prumirim...
Recepção de primeira qualidade. O Célio preparou o dourado e comemos com uma cervejinha gelada. Um banquete dos deuses...
O jeito foi armar a barraca, a noite seria muito bem dormida, a segunda...
Não deu vontade de ir embora, mas precisávamos prosseguir. Então logo cedo zarpamos novamente. O destino era ilha Anchieta...
No meio do caminho achamos tempo ruim. Deu tempo para localizar abrigo, claro que depois de tomar muita chuva, mas a única foto que tiramos foi esta, depois disso só pancadaria e correria. Tivemos, inclusive que dormir no barco e o fizemos após amarrá-lo fortemente a uma poita na praia da Fortaleza. Lugar lindo que voltaremos em breve para conhecer melhor.
Depois de uma noite mal dormida um dia maravilhoso. E nosso destino era Ilhabela. Tudo movido a motor de popa, porque o vento não deu as caras.
Na medida que nos aproximávamos de Ilhabela era possível perceber a mudança de mar e vento. Não é a toa que é chamada de Capital da Vela. Você sempre vai encontrar algum vento em Ilhabela, e o EOLO veio exatamente para nos dar as boas vindas. Aquele Leste gostoso de uns 10 nós... Uma delícia de velejada para terminar a viagem.
Lugares conhecidos, cheiro de chegada. Estamos chegando na Marina Azimute. O novo lar do GANNET. A melancolia de terminar uma viagem associada com a felicidade da chegada em segurança são sentimentos antagônicos que só os que se lançam ao mar podem vivenciar. A certeza que resta é que em breve sairemos novamente para outra viagem. Desta vez ao redor da Ilha mais bela do litoral brasileiro.

Tripulação
Fabio: Leme, navegação
Miriam: Velas e navegação
Tempo e condições locais
Verão – Nublado– 1012-1015 hpa – 27-43 ºC
Brisa-Fresco. Mar calmo
Local
PARATY até ILHABELA
Saída Paraty: 15/01/2009 às 12:30
Chegada Ilhabela: 18/01/2009 às 14:30
90 milhas navegadas
Horas motorando: 30
Horas velejando: 2 (tinha que ser em Ilhabela...)
Receita
Receita para viver uma aventura. Ingredientes: Coloque uma pitadinha de emoção; Dois bons bocados de desconforto; Uma enormidade de belezas naturais; Acrescente também um povo hospitaleiro e reserve; Deixe crescer ao relento; Despeje uma porção generosa de planejamento; Misture com calma e deixe que a insegurança vá aflorando; Colha a insegurança com a escumadeira; Cozinhe com amor em fogo brando. Rendimento: quantas porções você quiser
A aventura
Entre os dias 15 e 18 de Janeiro de 2009 eu fiz minha primeira viagem como Capitão. No balanço geral meus erros foram menores que meus acertos. Minha esposa Miriam estava comigo e não se abalou pelo fato de eu nunca ter feito sozinho uma viagem como esta. O planejamento é tudo no mar. Pensar tudo nos mínimos detalhes. Claro que quase nada do que você planejou acontece do jeito que você planejou, mas a sensação de segurança que você tem sempre que você pensa em tudo é o melhor consolo... Ter um espírito aventureiro é planejar tudo nos mínimos detalhes para, se possível, fazer tudo completamente diferente...
A aventura é isso!!!
O barquinho: GANNET
Imediatamente lembrei de uma frase comum no pensamento de quem navega:
Senhor, meu barquinho é tão pequeno e seu mar é tão grande !!!
O Paulinho foi o guardião do GANNET. Obrigado. Antes que eu esqueça, Parabéns Manoel, você sabe por que!!!
Minha esposa, parceira, almirante de bordo, etc...
Nestas horas eu preciso fazer uma homenagem a minha amada esposa: Ela entrou na aventura sem nem piscar os olhos, simplesmente embarcou e encarou o mar e as incertezas.
Registro: Saímos de Paraty (Marinha 188) as 12:30. Incrível a quantidade de expectativa desta primeira viagem. Eu sabia que o ponto mais complicado da travessia seria a passagem pela ponta da Juatinga. Desta forma fiz o planejamento de modo a que o primeiro pernoite fosse feito antes da passagem para que a mesma ocorresse cedo, bem cedo, quando as condições de mar e vento são mais adequadas.
Estranho é que escolhi parar em POUSO porque apresentava uma pequena âncora na carta náutica indicando condições de ancoragem satisfatórias. Encontramos pessoas de boa índole, gente da terra, dispostos a ajudar em todas as ocasiões. Vale à pena conhecer.
Observe aquela cerca branca na praia: atrás dela, no bar do Marcinho, foi nosso primeiro pernoite e diga-se de passagem um pernoite delicioso...
Conhecemos também o Adriano e o Gustavo. O Adriano tem uma casa em Pouso e nos convidou para um delicioso arroz com feijão e lula. O Gustavo fez o arroz com feijão (fogão a lenha e tudo) e a Miriam fez a lula a “La Miroko”.
Saímos cedo de Pouso...
A surpresa foi encontrar a Juatinga tão tranqüila que eu conferi algumas vezes para saber se estávamos no lugar certo. A carta e o GPS não mentiam, estávamos mesmo na Lagoa da Juatinga.
De repente o jantar. O primeiro aviso foi um bonito que eu quase consegui jogar para dentro. Na última hora o bicho resolveu que não seria nosso jantar e se foi. Netuno resolveu que, mesmo sem muito merecimento, nós teríamos um jantar e nos enviou um dourado. Desta vez muito mais que satisfatório para nós. Obrigado.
E a ponta negra não é tão negra assim. E o EOLO não queria saber de trabalho. O único vento que sentíamos era o vento que nosso motor de popa era capaz de produzir.
Finalmente chegamos a Ilha de Prumirim...
Recepção de primeira qualidade. O Célio preparou o dourado e comemos com uma cervejinha gelada. Um banquete dos deuses...
O jeito foi armar a barraca, a noite seria muito bem dormida, a segunda...
Não deu vontade de ir embora, mas precisávamos prosseguir. Então logo cedo zarpamos novamente. O destino era ilha Anchieta...
No meio do caminho achamos tempo ruim. Deu tempo para localizar abrigo, claro que depois de tomar muita chuva, mas a única foto que tiramos foi esta, depois disso só pancadaria e correria. Tivemos, inclusive que dormir no barco e o fizemos após amarrá-lo fortemente a uma poita na praia da Fortaleza. Lugar lindo que voltaremos em breve para conhecer melhor.
Depois de uma noite mal dormida um dia maravilhoso. E nosso destino era Ilhabela. Tudo movido a motor de popa, porque o vento não deu as caras.
Na medida que nos aproximávamos de Ilhabela era possível perceber a mudança de mar e vento. Não é a toa que é chamada de Capital da Vela. Você sempre vai encontrar algum vento em Ilhabela, e o EOLO veio exatamente para nos dar as boas vindas. Aquele Leste gostoso de uns 10 nós... Uma delícia de velejada para terminar a viagem.
Lugares conhecidos, cheiro de chegada. Estamos chegando na Marina Azimute. O novo lar do GANNET. A melancolia de terminar uma viagem associada com a felicidade da chegada em segurança são sentimentos antagônicos que só os que se lançam ao mar podem vivenciar. A certeza que resta é que em breve sairemos novamente para outra viagem. Desta vez ao redor da Ilha mais bela do litoral brasileiro.

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