Primeira etapa: 20/07/2010 21:30 - 21/07/2010 15:30 Iate Clube do Rio para Iate Clube de Armação de búzios
Uau !!! A viagem começou. Pegamos ventos fortes e ondas desencontradas, mas fizemos uma saída antecipada porque o Rio já deu o que tinha que dar. A cidade de Búzios é um charme que dá gosto de ver. Dia 27 planejamos sair para Vitória.
Em Vitória prometo uma blogada com mais detalhes.
Saudações a todos
Bons ventos aos velejadores
t+
Os sonhos são feitos do mesmo material que os loucos, a vontade é feita de vento e o resto é feito de areia
WWW.SOTAVENTO.COM.BR
Bem-vindo a nossa casa.
Aqui contamos histórias sobre nossas peripécias dando a volta ao mundo em nosso veleiro. Nós somos: Fabio, Miriam, Caio, Rafael e Cacau e não sabemos onde vamos parar, só sabemos que vamos "Para onde o vento vai".
segunda-feira, 26 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Nós vamos para Fernando de Noronha
Pessoal
Estamos em fase final de preparação do barco para participar do cruzeiro Costa Leste. Vamos subir em flotilha saindo do Rio de Janeiro e chegando em Recife a tempo de participar da REFENO. A REFENO é a regata que sai de Recife e vai para Fernando de Noronha
Preparar o barco, por si, é uma aventura que admite muito planejamento e muito cuidado. O planejamento serve para dar esperanças que as coisas vão dar certo no prazo e no preço. O cuidado serve para não ficar louco quando tudo que foi planejado dá errado e o orçamento estoura muito antes de atingir 50% do projeto.
Hoje é dia 5 e tenho até dia 10 para preparar o barco. Só para esclarecer: O que está faltando: Instalar motor, instalar turco, instalar plataforma de popa, instalar targa, instalar elétricos, instalar gás, instalar painel, etc (que eu nem sei, mas terei que pagar...)
Bem, por enquanto é isso.
Eu vou manter o diário de bordo atualizado colocando no blog tudo que tem a ver com a viagem, fotos, comentários, etc
t+
Fabio
Veleiro Flyer
http://www.sotavento.com.br/
Estamos em fase final de preparação do barco para participar do cruzeiro Costa Leste. Vamos subir em flotilha saindo do Rio de Janeiro e chegando em Recife a tempo de participar da REFENO. A REFENO é a regata que sai de Recife e vai para Fernando de Noronha
Preparar o barco, por si, é uma aventura que admite muito planejamento e muito cuidado. O planejamento serve para dar esperanças que as coisas vão dar certo no prazo e no preço. O cuidado serve para não ficar louco quando tudo que foi planejado dá errado e o orçamento estoura muito antes de atingir 50% do projeto.
Hoje é dia 5 e tenho até dia 10 para preparar o barco. Só para esclarecer: O que está faltando: Instalar motor, instalar turco, instalar plataforma de popa, instalar targa, instalar elétricos, instalar gás, instalar painel, etc (que eu nem sei, mas terei que pagar...)
Bem, por enquanto é isso.
Eu vou manter o diário de bordo atualizado colocando no blog tudo que tem a ver com a viagem, fotos, comentários, etc
t+
Fabio
Veleiro Flyer
http://www.sotavento.com.br/
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Uma grande viagem pode ser feita mesmo que seja num...
Diário de Bordo: Veleiro GANNET. Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
Tripulação
Fabio: Leme, navegação
Miriam: Velas e navegação
Tempo e condições locais
Verão – Nublado– 1012-1015 hpa – 27-43 ºC
Brisa-Fresco. Mar calmo
Local
PARATY até ILHABELA
Saída Paraty: 15/01/2009 às 12:30
Chegada Ilhabela: 18/01/2009 às 14:30
90 milhas navegadas
Horas motorando: 30
Horas velejando: 2 (tinha que ser em Ilhabela...)
Receita
Receita para viver uma aventura. Ingredientes: Coloque uma pitadinha de emoção; Dois bons bocados de desconforto; Uma enormidade de belezas naturais; Acrescente também um povo hospitaleiro e reserve; Deixe crescer ao relento; Despeje uma porção generosa de planejamento; Misture com calma e deixe que a insegurança vá aflorando; Colha a insegurança com a escumadeira; Cozinhe com amor em fogo brando. Rendimento: quantas porções você quiser
A aventura
Entre os dias 15 e 18 de Janeiro de 2009 eu fiz minha primeira viagem como Capitão. No balanço geral meus erros foram menores que meus acertos. Minha esposa Miriam estava comigo e não se abalou pelo fato de eu nunca ter feito sozinho uma viagem como esta. O planejamento é tudo no mar. Pensar tudo nos mínimos detalhes. Claro que quase nada do que você planejou acontece do jeito que você planejou, mas a sensação de segurança que você tem sempre que você pensa em tudo é o melhor consolo... Ter um espírito aventureiro é planejar tudo nos mínimos detalhes para, se possível, fazer tudo completamente diferente...
A aventura é isso!!!
O barquinho: GANNET
Imediatamente lembrei de uma frase comum no pensamento de quem navega:
Senhor, meu barquinho é tão pequeno e seu mar é tão grande !!!
O Paulinho foi o guardião do GANNET. Obrigado. Antes que eu esqueça, Parabéns Manoel, você sabe por que!!!
Minha esposa, parceira, almirante de bordo, etc...
Nestas horas eu preciso fazer uma homenagem a minha amada esposa: Ela entrou na aventura sem nem piscar os olhos, simplesmente embarcou e encarou o mar e as incertezas.
Registro: Saímos de Paraty (Marinha 188) as 12:30. Incrível a quantidade de expectativa desta primeira viagem. Eu sabia que o ponto mais complicado da travessia seria a passagem pela ponta da Juatinga. Desta forma fiz o planejamento de modo a que o primeiro pernoite fosse feito antes da passagem para que a mesma ocorresse cedo, bem cedo, quando as condições de mar e vento são mais adequadas.
Estranho é que escolhi parar em POUSO porque apresentava uma pequena âncora na carta náutica indicando condições de ancoragem satisfatórias. Encontramos pessoas de boa índole, gente da terra, dispostos a ajudar em todas as ocasiões. Vale à pena conhecer.
Observe aquela cerca branca na praia: atrás dela, no bar do Marcinho, foi nosso primeiro pernoite e diga-se de passagem um pernoite delicioso...
Conhecemos também o Adriano e o Gustavo. O Adriano tem uma casa em Pouso e nos convidou para um delicioso arroz com feijão e lula. O Gustavo fez o arroz com feijão (fogão a lenha e tudo) e a Miriam fez a lula a “La Miroko”.
Saímos cedo de Pouso...
A surpresa foi encontrar a Juatinga tão tranqüila que eu conferi algumas vezes para saber se estávamos no lugar certo. A carta e o GPS não mentiam, estávamos mesmo na Lagoa da Juatinga.
De repente o jantar. O primeiro aviso foi um bonito que eu quase consegui jogar para dentro. Na última hora o bicho resolveu que não seria nosso jantar e se foi. Netuno resolveu que, mesmo sem muito merecimento, nós teríamos um jantar e nos enviou um dourado. Desta vez muito mais que satisfatório para nós. Obrigado.
E a ponta negra não é tão negra assim. E o EOLO não queria saber de trabalho. O único vento que sentíamos era o vento que nosso motor de popa era capaz de produzir.
Finalmente chegamos a Ilha de Prumirim...
Recepção de primeira qualidade. O Célio preparou o dourado e comemos com uma cervejinha gelada. Um banquete dos deuses...
O jeito foi armar a barraca, a noite seria muito bem dormida, a segunda...
Não deu vontade de ir embora, mas precisávamos prosseguir. Então logo cedo zarpamos novamente. O destino era ilha Anchieta...
No meio do caminho achamos tempo ruim. Deu tempo para localizar abrigo, claro que depois de tomar muita chuva, mas a única foto que tiramos foi esta, depois disso só pancadaria e correria. Tivemos, inclusive que dormir no barco e o fizemos após amarrá-lo fortemente a uma poita na praia da Fortaleza. Lugar lindo que voltaremos em breve para conhecer melhor.
Depois de uma noite mal dormida um dia maravilhoso. E nosso destino era Ilhabela. Tudo movido a motor de popa, porque o vento não deu as caras.
Na medida que nos aproximávamos de Ilhabela era possível perceber a mudança de mar e vento. Não é a toa que é chamada de Capital da Vela. Você sempre vai encontrar algum vento em Ilhabela, e o EOLO veio exatamente para nos dar as boas vindas. Aquele Leste gostoso de uns 10 nós... Uma delícia de velejada para terminar a viagem.
Lugares conhecidos, cheiro de chegada. Estamos chegando na Marina Azimute. O novo lar do GANNET. A melancolia de terminar uma viagem associada com a felicidade da chegada em segurança são sentimentos antagônicos que só os que se lançam ao mar podem vivenciar. A certeza que resta é que em breve sairemos novamente para outra viagem. Desta vez ao redor da Ilha mais bela do litoral brasileiro.

Tripulação
Fabio: Leme, navegação
Miriam: Velas e navegação
Tempo e condições locais
Verão – Nublado– 1012-1015 hpa – 27-43 ºC
Brisa-Fresco. Mar calmo
Local
PARATY até ILHABELA
Saída Paraty: 15/01/2009 às 12:30
Chegada Ilhabela: 18/01/2009 às 14:30
90 milhas navegadas
Horas motorando: 30
Horas velejando: 2 (tinha que ser em Ilhabela...)
Receita
Receita para viver uma aventura. Ingredientes: Coloque uma pitadinha de emoção; Dois bons bocados de desconforto; Uma enormidade de belezas naturais; Acrescente também um povo hospitaleiro e reserve; Deixe crescer ao relento; Despeje uma porção generosa de planejamento; Misture com calma e deixe que a insegurança vá aflorando; Colha a insegurança com a escumadeira; Cozinhe com amor em fogo brando. Rendimento: quantas porções você quiser
A aventura
Entre os dias 15 e 18 de Janeiro de 2009 eu fiz minha primeira viagem como Capitão. No balanço geral meus erros foram menores que meus acertos. Minha esposa Miriam estava comigo e não se abalou pelo fato de eu nunca ter feito sozinho uma viagem como esta. O planejamento é tudo no mar. Pensar tudo nos mínimos detalhes. Claro que quase nada do que você planejou acontece do jeito que você planejou, mas a sensação de segurança que você tem sempre que você pensa em tudo é o melhor consolo... Ter um espírito aventureiro é planejar tudo nos mínimos detalhes para, se possível, fazer tudo completamente diferente...
A aventura é isso!!!
O barquinho: GANNET
Imediatamente lembrei de uma frase comum no pensamento de quem navega:
Senhor, meu barquinho é tão pequeno e seu mar é tão grande !!!
O Paulinho foi o guardião do GANNET. Obrigado. Antes que eu esqueça, Parabéns Manoel, você sabe por que!!!
Minha esposa, parceira, almirante de bordo, etc...
Nestas horas eu preciso fazer uma homenagem a minha amada esposa: Ela entrou na aventura sem nem piscar os olhos, simplesmente embarcou e encarou o mar e as incertezas.
Registro: Saímos de Paraty (Marinha 188) as 12:30. Incrível a quantidade de expectativa desta primeira viagem. Eu sabia que o ponto mais complicado da travessia seria a passagem pela ponta da Juatinga. Desta forma fiz o planejamento de modo a que o primeiro pernoite fosse feito antes da passagem para que a mesma ocorresse cedo, bem cedo, quando as condições de mar e vento são mais adequadas.
Estranho é que escolhi parar em POUSO porque apresentava uma pequena âncora na carta náutica indicando condições de ancoragem satisfatórias. Encontramos pessoas de boa índole, gente da terra, dispostos a ajudar em todas as ocasiões. Vale à pena conhecer.
Observe aquela cerca branca na praia: atrás dela, no bar do Marcinho, foi nosso primeiro pernoite e diga-se de passagem um pernoite delicioso...
Conhecemos também o Adriano e o Gustavo. O Adriano tem uma casa em Pouso e nos convidou para um delicioso arroz com feijão e lula. O Gustavo fez o arroz com feijão (fogão a lenha e tudo) e a Miriam fez a lula a “La Miroko”.
Saímos cedo de Pouso...
A surpresa foi encontrar a Juatinga tão tranqüila que eu conferi algumas vezes para saber se estávamos no lugar certo. A carta e o GPS não mentiam, estávamos mesmo na Lagoa da Juatinga.
De repente o jantar. O primeiro aviso foi um bonito que eu quase consegui jogar para dentro. Na última hora o bicho resolveu que não seria nosso jantar e se foi. Netuno resolveu que, mesmo sem muito merecimento, nós teríamos um jantar e nos enviou um dourado. Desta vez muito mais que satisfatório para nós. Obrigado.
E a ponta negra não é tão negra assim. E o EOLO não queria saber de trabalho. O único vento que sentíamos era o vento que nosso motor de popa era capaz de produzir.
Finalmente chegamos a Ilha de Prumirim...
Recepção de primeira qualidade. O Célio preparou o dourado e comemos com uma cervejinha gelada. Um banquete dos deuses...
O jeito foi armar a barraca, a noite seria muito bem dormida, a segunda...
Não deu vontade de ir embora, mas precisávamos prosseguir. Então logo cedo zarpamos novamente. O destino era ilha Anchieta...
No meio do caminho achamos tempo ruim. Deu tempo para localizar abrigo, claro que depois de tomar muita chuva, mas a única foto que tiramos foi esta, depois disso só pancadaria e correria. Tivemos, inclusive que dormir no barco e o fizemos após amarrá-lo fortemente a uma poita na praia da Fortaleza. Lugar lindo que voltaremos em breve para conhecer melhor.
Depois de uma noite mal dormida um dia maravilhoso. E nosso destino era Ilhabela. Tudo movido a motor de popa, porque o vento não deu as caras.
Na medida que nos aproximávamos de Ilhabela era possível perceber a mudança de mar e vento. Não é a toa que é chamada de Capital da Vela. Você sempre vai encontrar algum vento em Ilhabela, e o EOLO veio exatamente para nos dar as boas vindas. Aquele Leste gostoso de uns 10 nós... Uma delícia de velejada para terminar a viagem.
Lugares conhecidos, cheiro de chegada. Estamos chegando na Marina Azimute. O novo lar do GANNET. A melancolia de terminar uma viagem associada com a felicidade da chegada em segurança são sentimentos antagônicos que só os que se lançam ao mar podem vivenciar. A certeza que resta é que em breve sairemos novamente para outra viagem. Desta vez ao redor da Ilha mais bela do litoral brasileiro.

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