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Bem-vindo a nossa casa.

Aqui contamos histórias sobre nossas peripécias dando a volta ao mundo em nosso veleiro. Nós somos: Fabio, Miriam, Caio, Rafael e Cacau e não sabemos onde vamos parar, só sabemos que vamos "Para onde o vento vai".


domingo, 6 de março de 2011

Algumas imagens falam mais que muitas palavras

Nos últimos posts deixei as imagens de fora. Agora é hora de algumas imagens. Vou escrever pouco e mostrar mais. Seguem algumas imagens

Até que enfim tubarões
A chegada a Tobago Cays
O Caio pensando
 O Rafinha em Union Island
Uma paisagem do alto (Union Island)
 O Flyer descansando em Lençois
 Rafael e Bianca nas dunas
 No cenário dos Piratas do Caribe
Mais uma locação dos Piratas do Caribe (St.Vincent)
 Entre St Vincent e Béquia
Uma casinha do Caribe em St. Lucia
Uma das praias de St Lucia
 Lagostada em St Vincent

sexta-feira, 4 de março de 2011

Eu estou no Brasil

Sabe a coisa mais estranha que se pode sentir ao ser um velejador: Seu barco velejando sem você.

Não estou nem um pouco preocupado com a segurança, não aluguei o Flyer para ninguém. A verdade é o seguinte: Tive que voltar para o Brasil e deixei a Miriam, Caio e Rafael no Caribe, mais precisamente em St. Lúcia. Eles estão procurando um barco novo para se transformar em nosso lar e eu vim resolver algumas questões pendentes antes da travessia do Atlântico.

Então, como outros curiosos, acompanhei, via spot, a travessia que o Flyer fez entre St. Lucia e Martinica.

Apreensivo, porque era a primeira travessia que eu não estaria presente, mas o Flyer, juntamente com a tripulação, chegaram bem em Martinica.

Ainda estou apreensivo, porque as notícias são mais escassas do que gostaria, mas eles estão lá em segurança e aproveitando a viagem.

Fico um pouco triste, porque deixo de ter a importância que sempre tive: responsável maior por tudo que acontece, mas estou ao mesmo tempo alegre, não sou indispensável. Isso é bom, especialmente no mar.

Bom, minhas aflições são minhas e não tem origem na realidade e sim na minha própria mente. Desta forma, fico com elas.

O Flyer voa para longe...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O fim de uma era. O começo de outra

Quando você compra um barco e começa a navegar você começa a desenvolver uma relação que transcende a questão da posse ou da propriedade. Sei veleiro é parte de você. Algum tempo depois você começa a modificá-lo, instalar equipamentos, consertar pequenas coisas. Bom você desenvolve uma simbiose. O barco precisa de você para funcionar e você precisa do barco para viver suas emoções.

Depois de algum tempo você e o veleiro são tão íntimos que a possível separação entre vocês será sempre litigiosa. Você acredita que ninguém será capaz de dar a mesma atenção que você.

Nós resolvemos fazer uma viagem e esta resolução se transformou em um morar a bordo. As âncoras que nos prendiam a terra foram sendo tão esticadas que agora não podem mais ser recolhidas.

Estamos morando a bordo. E isso é diferente de estarmos fazendo uma viagem pelo Caribe. Quando a Miriam falou para mim que não tinha saudades do Brasil eu percebi que estava realmente morando a bordo.

Agora preciso fazer a transição. O Flyer é o melhor barco que eu poderia ter. E fez de tudo comigo e com  minha família, sempre em segurança. Sempre chegando ao seu destino. Só que somos Eu, a Miriam, o Caio e o Rafael.

Para que nós tenhamos nossas relações pessoais bem definidas sem estresse o espaço tem que aumentar. Não sobra muito espaço no CAL 92. (30 pés) para morar a bordo, com toda a tralha que vamos juntando.

Agora estou me preparando psicologicamente para vender meu querido Flyer.

Então fica a mensagem para quem estiver acompanhando nossas aventuras

O FLYER está a venda.

buaaaaaaaaa

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Do Brasil para o Caribe

Depois de muito tempo sem atualizar o blog resolvi fazer uma atualização resumida. Estou usando o Twitter e o SPOT para as atualizações mais corriqueiras.

Saimos de Fortaleza com destino a Lençois Maranhenses (Dica do Gigante). Local paradisiaco especialmente projetado para descansar. De lá fizemos uma travessia para Guiana Francesa e paramos em Iles de Salut. Vale a pena conhecer este pedaço da França por nossas bandas.

Da Guiana seguimos direto para Tobago para dar entrada no Caribe. Uma semaninha por lá e descobri que o eixo do motor correu novamente. O Eduardo (Guga Buy) me ajudou, juntamente com o Sérgio do Travessura, com uma gambiarra e velejamos para Trinidad (Chagaramas) para tirar o barco da água. Nossa previsão era ficar uma semana fazendo reparos mas acabamos ficando um mês inteiro.

Consertei um monte de coisas e instalei os tanques de água infláveis da Plástimo. Agora temos 400 L de água no Flyer. Um luxo. Instalei também um carregador Xantrex o que deixou a geladeira congelando cerveja.

De Trinidad rumamos para Union Island. Local pequeno e agradável. Alguns mergulhos porque a água por aqui é transparente. Resolvemos correr para Tobago Cays. Até agora o local mais interessante e parecido com o Caribe das fotos. Água morna e transparente, muita vida marinha e os sempre presentes vendedores com suas lanchinhas, incomodando mais que mosca na ferida.

De lá rumamos para Mayreau. Outra ilha pequena, mas atraente para o pernoite. Escolhemos o local e ancoramos. Durante a madrugada o Flyer e o Guga Buy garraram por causa da força do vento que havia aumentado muito. Deixei 50 metros de corrente e 20 de cabo, ai o Flyer ficou parado.

Resolvemos seguir adiante e fomos mara Canouan. Nesta ilha pegamos uma poita para um pernoite tranquilo. Depois disso resolvemos dar mais uns mergulhos. Muita vida marinha e água limpa.

Já estavamos navegando o suficiente por lugares mais ermos então resolvemos ir para Béquia. Um ponto de parada com mais estrutura. Passamos três noites em poitas. Fizemos um passeio de van pela ilha que é bonita o suficiente para ser conhecida. O vento sempre presente. Resolvemos fazer uma lagostada. pagamos. Fomos aos pescadores comprar lagosta viva. Nos custou um pouco mais que R$ 20,00 o quilo. Comemos em oito que nem reis. O pessoal do Bulimundu, o pessoal do Guga Buy e nós do Flyer.

Estamos precisando lavar roupa e completar o tanque de água. Resolvemos seguir para St. Vincent para providenciar uma marina. O Bulimundo foi na frente para abrir espaço e chegamos na base da SunSail em St. Vincent.

Por enquanto é isso. Vou ficar devendo fotos porque as câmeras que eu tinha resolveram não funcionar. Sabe aquela história de "quem tem um não tem nenhum". Agora é "quem tem dois não tem o suficiente".

Até a próxima

terça-feira, 16 de novembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

De Natal para Fortaleza

Pessoal

Saímos de Natal dia 03/10/2010 com destino para Galinhos e chegamos em Fortaleza dia 05/10/2010. Foram 298 milhas náuticas de navegação descendo com o vento e o mar.

A viagem para Galinhos, saindo de Natal, não deu certo por causa do horário de saída. A noite o vento e o mar continuaram a vir do quadrante sul e não pudemos entrar em Galinhos. O Guga Buy e o Luthier chegaram mais cedo e conseguiram entrar. Resolvemos deixar Galinhos para trás e direcionar para Fortaleza. Ao chegar resolvemos aproar para o molhe. Ancoramos protegidos para passar a noite dentro do molhe do Marina Park Hotel.

O Local é um hotel 5 estrelas a beira mar próximo do centro velho de Fortaleza.

Vou colecionar algumas fotos para atualizar esta postagem.

Abraços a todos

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

COMO FAZER SEXO DISCRETO EM UM BARCO DE 30 PÉS QUANDO SE NAVEGA COM DOIS FILHOS A BORDO

Pessoal

Esqueci de blogar sobre um fato relevante. Aqui em Natal, meu amigo Nelson do Veleiro Avoante (diariodoavoante.wordpress.com), me pediu para fazer uma palestra e me disse o seguinte: Diga o tema que eu arranjo a palestra. Eu, de brincadeira, dei o tema deste post. Ele publicou no blog dele e a palestra se realizou.

A palestra teve uma boa audiência e correu muito bem.

O tema é realmente interessante. Acho que cabe um livro sobre o assunto. Vamos ver para onde o vento leva esta idéia.

De Natal e seu povo

Num dia desta semana, atarefado com atividades de manutenção, recebi uma visita encantadora. Um senhor com seu neto. Fizemos aquilo que todo velejador gosta de fazer: Conversamos sobre o mar.  Em breves palavras eu contei nossos planos. Subir para o Caribe, atravessar o Atlântico para o Mediterrâneo e dar um pulo no Egito para visitar a terra do meu pai. Eu tenho uma coisinha para fazer por lá, além de resgatar as raizes da minha família.

O Lucas me falou que está fazendo escola para oficial da Marinha Mercante. Fiquei encantado em ver um jovem de 22 anos pensando na vida no mar. O que posso dizer é: SIGA EM FRENTE.

Além da evidente simpatia de ambos o Lucas se prontificou a mostrar algumas belezas de sua terra. Hoje ele passou por aqui e nos pegou, eu o Caio e o Rafael. Fizermos um tour pelas praias de Natal e fomos parar no local onde sobrevive o maior cajueiro do mundo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Maior_cajueiro_do_mundo)há mais de 100 anos. Um local que deve ser visitado.

Depois fomos para casa dele. Lá conhecemos a sua mãe Michele que nos preparou um suco maravilhoso de caja com sorvete.

Depois voltamos para o Iate Clube do Natal.

Amanhã vamos pintar o fundo do Flyer para prepará-lo para ir para água. Ele já está cansado de ficar no seco e eu estou estressado de vê-lo fora da água. Se tudo der certo depois de amanhã ele está na água.

Desculpem-me pela falta de fotos, esqueci a máquina.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Preparação do Flyer - Falta pouco

Pessoal

O trabalho de preparar o barco para ficar na água é, verdadeira e honestamente, um saco. Lixar a tinta de fundo velha é muito ruim, ainda mais quando o suor do trabalho forçado se mistura com o pó venenoso que durante meses afugentou as cracas do seu casco. Nesta hora você entende porque os bichinhos não grudam e não entende porque alguns insistem em grudar. É provavel que os que grudem gostem mais das aventuras potenciais que um casco representa...


Acho até que podemos traçar um paralelo: nós, velejadores, somos como as cracas. Acho que isso merece um pouco de filosofia, mas vou poupá-los desta vez. Se o tema voltar a baila, aprofundo-me na discussão.


Como havia prometido a meu amigo Vieira da ECOTINTAS de Santos, estou postando as fotos do resultado de 6 meses de tinta anti-incrustrante RENNER.

Vai ai Vieira









terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nossa passagem por Natal

Pessoal

Natal é muiiiito acolhedora. Nós estamos no Iate Clube do Natal que fica próximo a barra do Rio Potengi. Vamos ficar por aqui por algum tempo. Provavelmente no final de outubro vamos começar a viagem para o Caribe, passando por Galinhos, Fortaleza (onde daremos a saída do Pais) e Lençois Maranhenses.

Vamos deixar para os brasileiros resolvam os destinos do Brasil (afinal escolheram Tiririca para Deputado Federal mais votado...) Nosso destino é o Mediterraneo passando pelo Caribe. O Brasil parece uma criança fazendo birra. Ainda não amadureceu.

Voltando ao assunto que eu mais gosto

Abaixo algumas fotos de Natal, gentilmente cedidas por Lucia do veleiro Borandá.

Churrasco depois de uma regata em Natal (pegamos 2º lugar). O churrasqueiro é o Nelson do veleiro Avoante. Churrasco de primeira


Na margem esquerda o Dorival do Luthier na margem direita o Eduardo do Guga Buy ao centro eu Comandante Fabio e a Mandante Miriam.


O Flyer descansando no rio Potengi em Natal. Merecido descanso.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

REFENO e FERNAT

Neste ano fizemos a REFENO. Fomos muito bem recebidos pelo pessoal do Cabanga.  Fomos entrevistados por dois jornais e uma tv local. Aqui vai um link para uma entrevista que foi parar na internet (Entrevista: Clique aqui)

A travessia de Recife para Noronha foi técnica. A Miriam e o Caio queriam fazer o FLYER andar muito e no final acabamos com o traveller da grande quebrado. Já estava velhinho. O Caio, forte como sempre, fez o papel de escota man e segurou a escota com a mão até eu achar uma solução para o problema. Tudo foi muito estressante, mas no final conseguimos, em equipe, resolver o problema e colocar o FLYER de volta na corrida.

Chegamos a Noronha com média de 6.2 nós de velocidade. Ótimo para um 30 pés. Melhor ainda para uma tripulação familiar não profissionalizada. Mais uma parte do sonho foi vencida.

Noronha levanta o padrão do belo de qualquer pessoa. Se tirar os ECOCHATOS Noronha é perfeita.

Até lá eu ainda não tinha decidido ir para o Caribe, mas com a regata para Natal e o fato de Natal ficar mais acima que a região de retorno confortável eu acabei decidindo que as oportunidades não devem ser perdidas.

Vamos para o Caribe.

O Iate Clube do Natal é muito receptivo e o lugar é muito aprazível. Aqui tem o festival do por do sol. Entre terça e quinta tem música ao vivo para despedida diária do sol.

Vou mantendo atualizado o blog para que vocês acompanhem a viagem.

Algumas fotos

A regata

Caminhos em Noronha

Uma das praias

Baia dos porcos

Morro Dois Irmãos

Vista da área onde fundeamos

Nossa condução

O Flyer está por ai

Chegando em Natal com o Caio na proa


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Início da viagem

Primeira etapa: 20/07/2010 21:30 - 21/07/2010 15:30 Iate Clube do Rio para Iate Clube de Armação de búzios

Uau !!! A viagem começou. Pegamos ventos fortes e ondas desencontradas, mas fizemos uma saída antecipada porque o Rio já deu o que tinha que dar. A cidade de Búzios é um charme que dá gosto de ver. Dia 27 planejamos sair para Vitória.

Em Vitória prometo uma blogada com mais detalhes.

Saudações a todos
Bons ventos aos velejadores
t+

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Nós vamos para Fernando de Noronha

Pessoal

Estamos em fase final de preparação do barco para participar do cruzeiro Costa Leste. Vamos subir em flotilha saindo do Rio de Janeiro e chegando em Recife a tempo de participar da REFENO. A REFENO é a regata que sai de Recife e vai para Fernando de Noronha

Preparar o barco, por si, é uma aventura que admite muito planejamento e muito cuidado. O planejamento serve para dar esperanças que as coisas vão dar certo no prazo e no preço. O cuidado serve para não ficar louco quando tudo que foi planejado dá errado e o orçamento estoura muito antes de atingir 50% do projeto.

Hoje é dia 5 e tenho até dia 10 para preparar o barco. Só para esclarecer: O que está faltando: Instalar motor, instalar turco, instalar plataforma de popa, instalar targa, instalar elétricos, instalar gás, instalar painel, etc (que eu nem sei, mas terei que pagar...)

Bem, por enquanto é isso.

Eu vou manter o diário de bordo atualizado colocando no blog tudo que tem a ver com a viagem, fotos, comentários, etc

t+

Fabio
Veleiro Flyer
http://www.sotavento.com.br/

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Uma grande viagem pode ser feita mesmo que seja num...

Diário de Bordo: Veleiro GANNET. Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009


Tripulação
Fabio: Leme, navegação
Miriam: Velas e navegação

Tempo e condições locais
Verão – Nublado– 1012-1015 hpa – 27-43 ºC
Brisa-Fresco. Mar calmo

Local
PARATY até ILHABELA


 
Saída Paraty: 15/01/2009 às 12:30



Chegada Ilhabela: 18/01/2009 às 14:30


90 milhas navegadas


Horas motorando: 30


Horas velejando: 2 (tinha que ser em Ilhabela...)

Receita

Receita para viver uma aventura. Ingredientes: Coloque uma pitadinha de emoção; Dois bons bocados de desconforto; Uma enormidade de belezas naturais; Acrescente também um povo hospitaleiro e reserve; Deixe crescer ao relento; Despeje uma porção generosa de planejamento; Misture com calma e deixe que a insegurança vá aflorando; Colha a insegurança com a escumadeira; Cozinhe com amor em fogo brando. Rendimento: quantas porções você quiser

A aventura

Entre os dias 15 e 18 de Janeiro de 2009 eu fiz minha primeira viagem como Capitão. No balanço geral meus erros foram menores que meus acertos. Minha esposa Miriam estava comigo e não se abalou pelo fato de eu nunca ter feito sozinho uma viagem como esta. O planejamento é tudo no mar. Pensar tudo nos mínimos detalhes. Claro que quase nada do que você planejou acontece do jeito que você planejou, mas a sensação de segurança que você tem sempre que você pensa em tudo é o melhor consolo... Ter um espírito aventureiro é planejar tudo nos mínimos detalhes para, se possível, fazer tudo completamente diferente...

A aventura é isso!!!

O barquinho: GANNET





Imediatamente lembrei de uma frase comum no pensamento de quem navega:


Senhor, meu barquinho é tão pequeno e seu mar é tão grande !!!

O Paulinho foi o guardião do GANNET. Obrigado. Antes que eu esqueça, Parabéns Manoel, você sabe por que!!!




Minha esposa, parceira, almirante de bordo, etc...





Nestas horas eu preciso fazer uma homenagem a minha amada esposa: Ela entrou na aventura sem nem piscar os olhos, simplesmente embarcou e encarou o mar e as incertezas.


Registro: Saímos de Paraty (Marinha 188) as 12:30. Incrível a quantidade de expectativa desta primeira viagem. Eu sabia que o ponto mais complicado da travessia seria a passagem pela ponta da Juatinga. Desta forma fiz o planejamento de modo a que o primeiro pernoite fosse feito antes da passagem para que a mesma ocorresse cedo, bem cedo, quando as condições de mar e vento são mais adequadas.



Estranho é que escolhi parar em POUSO porque apresentava uma pequena âncora na carta náutica indicando condições de ancoragem satisfatórias. Encontramos pessoas de boa índole, gente da terra, dispostos a ajudar em todas as ocasiões. Vale à pena conhecer.



Observe aquela cerca branca na praia: atrás dela, no bar do Marcinho, foi nosso primeiro pernoite e diga-se de passagem um pernoite delicioso...


Conhecemos também o Adriano e o Gustavo. O Adriano tem uma casa em Pouso e nos convidou para um delicioso arroz com feijão e lula. O Gustavo fez o arroz com feijão (fogão a lenha e tudo) e a Miriam fez a lula a “La Miroko”.

Saímos cedo de Pouso...




A surpresa foi encontrar a Juatinga tão tranqüila que eu conferi algumas vezes para saber se estávamos no lugar certo. A carta e o GPS não mentiam, estávamos mesmo na Lagoa da Juatinga.





De repente o jantar. O primeiro aviso foi um bonito que eu quase consegui jogar para dentro. Na última hora o bicho resolveu que não seria nosso jantar e se foi. Netuno resolveu que, mesmo sem muito merecimento, nós teríamos um jantar e nos enviou um dourado. Desta vez muito mais que satisfatório para nós. Obrigado.





E a ponta negra não é tão negra assim. E o EOLO não queria saber de trabalho. O único vento que sentíamos era o vento que nosso motor de popa era capaz de produzir.



Finalmente chegamos a Ilha de Prumirim...




Recepção de primeira qualidade. O Célio preparou o dourado e comemos com uma cervejinha gelada. Um banquete dos deuses...



O jeito foi armar a barraca, a noite seria muito bem dormida, a segunda...




Não deu vontade de ir embora, mas precisávamos prosseguir. Então logo cedo zarpamos novamente. O destino era ilha Anchieta...




No meio do caminho achamos tempo ruim. Deu tempo para localizar abrigo, claro que depois de tomar muita chuva, mas a única foto que tiramos foi esta, depois disso só pancadaria e correria. Tivemos, inclusive que dormir no barco e o fizemos após amarrá-lo fortemente a uma poita na praia da Fortaleza. Lugar lindo que voltaremos em breve para conhecer melhor.




Depois de uma noite mal dormida um dia maravilhoso. E nosso destino era Ilhabela. Tudo movido a motor de popa, porque o vento não deu as caras.



Na medida que nos aproximávamos de Ilhabela era possível perceber a mudança de mar e vento. Não é a toa que é chamada de Capital da Vela. Você sempre vai encontrar algum vento em Ilhabela, e o EOLO veio exatamente para nos dar as boas vindas. Aquele Leste gostoso de uns 10 nós... Uma delícia de velejada para terminar a viagem.




Lugares conhecidos, cheiro de chegada. Estamos chegando na Marina Azimute. O novo lar do GANNET. A melancolia de terminar uma viagem associada com a felicidade da chegada em segurança são sentimentos antagônicos que só os que se lançam ao mar podem vivenciar. A certeza que resta é que em breve sairemos novamente para outra viagem. Desta vez ao redor da Ilha mais bela do litoral brasileiro.